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Quem não conhece a farinha Branca de Neve?

20/07/17 EMPRESAS Imagem

A farinha Branca de Neve é produzida pela Fábricas Lusitana desde 1954, sendo uma marca conhecida de todos os portugueses e um dos ícones mais queridos.

É um dos ícones queridos dos portugueses, está desde sempre inserida no imaginário de todos os consumidores e faz parte das nossas vidas há mais de 60 anos. Uma marca que nasceu em Alcains e que geração após geração continua a ter um lugar especial na casa e coração dos portugueses. O fundador da marca, António Trigueiros de Aragão, nasceu em 1894, em Alcains e fez grande parte dos seus estudos em Inglaterra, país que alimentou o seu espírito de iniciativa e capacidade empresarial.
O espírito pioneiro de António Trigueiros de Aragão manifestou-se também na forma como comunicou e promoveu os seus produtos junto do consumidor. Lançada em 1954, a farinha Branca de Neve foi um dos primeiros produtos nacionais a ser publicitado nos meios audiovisuais existentes à época e teve como protagonista a atriz Laura Alves. Mas outros nomes igualmente famosos e queridos do povo português estiveram ligados à comunicação das principais marcas e produtos da Fábricas Lusitana: Marco Paulo, Herman José, Helena Isabel, Manuela Maria e Carlos Paião.
Hoje a empresa continua a fazer história com o lançamento de produtos inovadores e diferenciadores para o mercado português e internacional, através das marcas Branca de Neve e Espiga. De entre as 300 referências o consumidor tem uma variedade enormíssima de produtos com o ‘selo’ de garantia e qualidade desta empresa.
As farinhas Branca de Neve Fina, Super-Fina são presença habitual na vida dos portugueses e dispensam apresentações. Mas a marca não é só farinha, lançou a linha de preparados para bolos, scones, crepes, panquecas e queijadas, uma gama de farinhas para pão, de sobremesas em pó: mousses, bavaroises, pudins, gelatinas (vegetais, light e tradicionais), leite-creme e gelados, uma nova gama de recheios e toppings, e a gama de auxiliares de pastelaria.
A marca Espiga disponibiliza atualmente, além das farinhas de trigo com que se lançou no mercado, farinhas de trigo integral, centeio, arroz, milho, amido de milho e sêmola de milho e trigo, uma gama alargada de especiarias, massas para temperar e temperos em pasta, molhos, chocolate e cacau em pó, pão ralado, óleos, vinagres e cremes balsâmicos, cebolas e frutas em conserva, tortilhas, bruschettas, pestos e salsas e os preparados frita fácil e tempura.
Foi no escritório em Lisboa - a fábrica situa-se em Alcains mas tem escritórios em Lisboa e Porto - que o bisneto do fundador com o qual partilha o nome, António Trigueiros de Aragão, concedeu ao ‘Mundo Português’ uma entrevista para contar um pouco da história de uma empresa que o seu bisavô fundou, trabalhando no ramo desde 1924, e que hoje abarca mais de 300 referências de produtos, emprega 98 pessoas e que, com as necessidades do consumidor sempre em mente, trabalha no dia-a-dia para desenvolver e produzir produtos relevantes para o mercado alimentar nacional e para a exportação.

MP- A Branca de Neve e a Espiga, marcas da Fábricas Lusitana, têm uma longa história e que se associa o estar na casa de todos os portugueses…
ATA- O meu bisavô começou por trabalhar no ramo da moagem e das farinhas em 1924, fundando posteriormente as Fábricas Lusitana, que serão atualmente a única moagem do interior do país. De 1924 a 1954, trabalhou com vários tipos de farinha, desde as farinhas de panificação a outros tipos de farinha que só hoje em dia se começa a falar, de alfarroba e de aveia, por exemplo. Em 1954 lançou a marca Branca de Neve, farinha self-raising, ou seja, com fermento incorporado e a marca Espiga, para a farinha normal e pura de trigo. Ainda hoje estas marcas existem, estão no mercado e são líderes.
É muito interessante salientar que existe uma marca registada no ano de 1942 em que já aparece escrito na embalagem que é uma farinha “para crianças e doentes”, ou seja, já tinha presente a ideia que tinha que inovar e produzir produtos diferenciados. Essa diferenciação deu-se também com a farinha Branca de Neve e foi devido a essa diferenciação que a marca se impôs no mercado como uma marca líder.
É verdade que a constatação do facto de estarmos em casa de cada português, nos leva a pensar “Farinha - é Branca de Neve”.

MP- O que levou a marca a este patamar. A qualidade e a inovação?
ATA- Eu penso que não foi só a qualidade e a inovação, porque qualidade já não se discute. Qualidade é o básico, está subjacente a todas as empresas que estão no mercado e que querem continuar. Qualidade numa empresa é respeito pelos consumidores e por si própria.
Quanto à inovação, a grande alavancagem da Branca de Neve, foi ter trazido para o mercado o cuidado com o consumidor, algo que não havia à época, e que foi importantíssimo, além claro da consistência da atuação e do produto, o que cria uma confiança muito grande no consumidor.
O lançamento da farinha Branca de Neve foi muito inovador, não só por não existirem farinhas self-raising, mas também ao recorrer a mecanismos que na época não eram muito habituais. Já naquela altura a Fábricas Lusitana tinha uma linha de apoio ao consumidor, que outras marcas só vieram a ter muitas décadas depois. Ao ligar para este número, a chamada era encaminhada para a fábrica ou mesmo para a residência do fundador, isto em 1955.
O lançamento da farinha Branca de Neve foi inclusivamente reforçado com a atriz Laura Alves. Havia uma peça em cena no teatro, ‘Criada para todo o serviço’ em que a Laura Alves referia o uso da farinha Branca de Neve. No final da peça, à saída, o público também recebia um pacote de Branca de Neve.
Consideramos que foi muito avançado para a época, não pelos conhecimentos de marketing que pudessem ter, mas pelo cuidado com o consumidor, pelo querer criar uma relação com este. Continuamos a procurar ter um diálogo e uma comunicação permanente com o consumidor, seja através da Revista Lusitana, da Linha de Apoio ou através das redes socias. Todos os dias recebemos cartas e telefonemas dos membros do nosso clube de consumidores. Criou-se uma reciprocidade em que nós entregamos o produto, e a nossa dedicação e os consumidores retribuem com todo o seu amor e afetividade ao partilhar os bons resultados que conseguem.
Outras vezes contatam-nos com problemas que nós prontamente tentamos detetar e resolver. Isto cria uma relação muito franca com o consumidor. Esta é uma empresa familiar e de capital 100% nacional e a sua gestão é assegurada por uma equipa de profissionais altamente qualificados, que ao longo dos anos, se manteve atenta à evolução do mercado, aos seus consumidores e respondendo às novas tendências de consumo, promovendo a investigação e desenvolvimento de produtos inovadores alargando de modo significativo a nossa oferta através das marcas Branca de Neve e Espiga.
O nosso principal core é o mercado doméstico que abarca as famílias, os consumidores dentro das mesmas e o grande número de microempresas que existem em Portugal.

MP – Para além da vossa forte presença na distribuição moderna nas pequenas, média e grandes superfícies comerciais em Portugal, a Fábricas Lusitana está também nos mercados da exportação?
ATA- Sim, a exportação é desde sempre uma aposta nossa. Os países de referência para onde nós vendemos são, entre outros, França, Bélgica, Luxemburgo, Grã-Bretanha, Suíça, Canadá e Estados Unidos. Em Angola, Moçambique, Macau e China também temos alguma presença. Não atuamos nesses mercados a sós. Temos a plena noção que não os dominamos, pela sua grandeza e distância. Contamos com o approach dos players e operadores especializados, para quem vendemos e com quem trabalhamos. Cada mercado tem as suas regras e hábitos que respeitamos, considerando quem neles trabalha um parceiro que leva a mensagem da Branca de Neve e Espiga a todos os consumidores.
Respeitamos muito os nossos clientes, que não são só o consumidor final, mas também aqueles que permitem que o consumidor final, tenha acesso aos produtos, as empresas especializadas que conhecem o mercado e na quais confiamos para distribuir os nossos produtos.

MP- Marcam há longos anos presença no SISAB PORTUGAL o evento mostra interesse para a vossa empresa?
ATA- O SISAB PORTUGAL é mais que uma feira, porque tem o objectivo muito claro de aproximar os fabricantes de produtos de referência portugueses aos mercados internacionais em geral, de uma maneira altamente profissional. Existe um filtro muito grande ao nível de produtores e de compradores internacionais, bem como uma imagem de profissionalismo. É uma honra estar no SISAB.

O que não sabe sobre a Fábricas Lusitana...
Em 2016 e 2017 a Branca de Neve foi distinguida como 'Marca de Confiança' na categoria de farinhas pelo estudo do Reader’s Digest.
Ganhou em 2016 o selo de 'Produto do Ano – Grande Prémio de Inovação' com as categorias de farinhas, mousses e toppings. Pelo sétimo ano consecutivo, ganhou o prémio 'Superbrand - Marca de Excelência'.
O nome e o logótipo da Branca de Neve foram inspirados nos pinheiros seculares e nos montes brancos de neve, que cobrem a Serra da Gardunha no inverno, paisagem que se avista da vila de Alcains.
A revista Lusitana, é um importante veículo de comunicação a caminho dos 20 anos, disponibilizada por assinatura aos consumidores através do envio de provas de compra, é lida por mais de 30 mil pessoas.
A empresa, já ofereceu mais de 150 mil livros de receitas aos seus consumidores.
Em 2016 lançou o seu quinto livro de receitas, que já foi oferecido a mais de 5000 consumidores, através do envio de provas de compra.
Ao longo de mais de 60 anos foram criados inúmeros brindes (panos de cozinha, toalhas de mesa, relógios, tabuleiros, livros, etc…) da Branca de Neve e Espiga considerados “de culto” pelos mais fiéis consumidores e marcam ainda hoje presença em milhares de cozinhas portuguesas.
A presença assídua na rede social 'Facebook' permite um contato mais directo com o consumidor; é não só um local de partilha de experiências culinárias, como também um instrumento essencial para aferição dos níveis de satisfação do consumidor, cada vez mais atento e exigente.

 

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