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“A inovação é fundamental porque se nos queremos impor no mercado temos que apresentar algo diferente"

09/11/17 AGRO-ALIMENTAR Imagem

A Maxiprimus é uma empresa inovadora no mercado alimentar e de sobremesas de 5ª gama. Idealizada por dois irmãos e um primo em 2001, esta empresa desde cedo tem surpreendido os mercados pela qualidade e valor reconhecidos dos seus produtos. Através do respeito pelas normas mais exigentes do mercado a ‘Maxiprimus’ tem conseguido alargar as suas fronteiras e implantar os seus produtos nas mais diversas e exigentes geografias. O ‘Mundo Português’ conversou com Jorge Leitão e foi conhecer esta empresa.

Como é que surgiu a ‘Maxiprimus’?
A ‘Maxiprimus’ surgiu há 17 anos a partir de uma ideia de dois irmãos e um primo, uma das pessoas estava já ligada ao ramo agro­alimentar, e decidimos formar esta empre­sa. Primeiro começámos por ser distribuido­res e importadores, representávamos marcas internacionais, depois começámos nós pró­prios a criar e a desenvolver os nossos produ­tos, mais na área das sobremesas, mas tam­bém dos pré-cozinhados e ovoprodutos. Fizemos parcerias com unidades fabris em Portugal onde eles são produzidos e toda a parte comercial e a distribuição é feita por nós. Sempre produtos alimentares congelados.

(...) Atuamos mais na área das sobremesas, os dois produtos-rainha desenvolvidos por nós são o Petit Gâteau de chocolate o Bolo de Caco e as Bases de Crepes. Temos também uma linha de sobreme­sas de quinta gama, não estamos no ramo dos bolos tradicionais de quilo, só temos so­bremesas unidose, entre os 80g e os 100g (...)

Que tipo de produtos comercializam?
Atuamos mais na área das sobremesas, os dois produtos-rainha desenvolvidos por nós são o Petit Gâteau de chocolate o Bolo de Caco e as Bases de Crepes. Temos também uma linha de sobreme­sas de quinta gama, não estamos no ramo dos bolos tradicionais de quilo, só temos so­bremesas unidose, entre os 80g e os 100g. Depois temos uma linha de pré-cozinhados, e ovoprodutos entre outras soluções que desenvolvemos especificamente para o catering aéreo e man­temos alguns produtos importados de Fran­ça. Entretanto estamos também noutra área de negócio que é o peixe congelado para um cliente específico que nos pediu este produto.

Têm flexibilidade para desenvolver produtos a pedido de clientes?
Sim. Muitas vezes desenvolvemos produtos a pedido dos clientes, são Taylor Made para os nossos clientes. Muitas vezes até ficam só para aquele cliente específico. Temos uma linha de pré-cozinhados, ovoprodutos entre outras soluções que desenvolvemos especificamente para o catering aéreo. Temos fle­xibilidade para desenvolver produtos que nos são propostos. Há 10 anos lançámos a nos­sa marca ‘PRIMUS’ que tem vindo a percor­rer o seu caminho e trabalhamos muito para grandes superfícies em marca própria.

Os vossos produtos têm sido amplamente premiados?
Com o objetivo de dar uma maior visibilidade á marca e suas soluções e à qualidade dos nos­sos produtos investimos na participação em prémios. Naqueles em que participámos as nos­sas soluções tiveram sempre as melhores co­tações o que nos deu uma maior visibilidade ao brand PRIMUS associada a uma imagem de qualida­de. Atualmente deixámos de participar e es­tamos numa fase de estudo de outras formas de dar maior visibilidade à empresa. A nossa marca muitas vezes não é conhecida pelos clientes porque muitos dos nossos produtos são comercializados com outras marcas. Es­tamos muitas vezes com a nossa marca em cadeias de supermercados onde o volume de vendas é menor. Começa a ser conhecida, mas ainda não é aquilo que queremos. Por isso, na altura, investimos nos prémios para dar alguma visibilidade à marca ‘PRIMUS’.

(...) O problema muitas vezes é que os portugue­ses já chegaram um pouco tarde, já estavam o franceses e os italianos todos instalados e nós chegámos depois. O que nós temos me­lhor é que através da inovação, muitas vezes do preço e da qualidade dos produtos concor­remos com o eixo franco-italiano (...)

Qual é o papel da Inovação na empresa?
A inovação é fundamental porque se nos que­remos impor no mercado temos que apresen­tar algo diferente. Nós quando desenvolve­mos um produto, como foi o caso do bolo do caco, um produto artesanal, a inovação foi tentar fazer, e conseguimos fazê-lo, indus­trialmente e dar-lhe longevidade. No desenvolvimento das nossas soluções nomeadamente nos segmentos de “Pastry & Bakery” fazemos um trabalho de parceria muito triangular, entre prestigiadas empresas do “food-ingredients” onde afinamos a fórmula criada em parceria entre ambas as equipas de desenvolvimento e a consequente implantação no parceiro industrial com perfil para a executar na excelência. Algumas dessas soluções chegam mesmo a ter uma fórmula própria - uma patente - de uso e comercialização exclusiva da Maxiprimus.

(...) Muitas vezes temos que vencer as barreiras. Porque é que eu vou tirar o Petit Gâteau fran­cês que foi desenvolvido e criado em França pelo português. Esta é dúvida colocada por muitos parceiros e que temos que os conven­cer que temos qualidade, consistência e ca­pacidade de resposta (...)

Maiores va­lidades nos produtos também permitem exportar mais facilmente? Estão em que mercados?
O nosso core business é o canal Horeca. Cer­ca de 70 por cento daquilo que produzimos destina-se ao canal Horeca e 30 por cento para a grande distribuição. No estrangeiro es­tamos em Angola, na grande distribuição, em Espanha estamos sobretudo no canal Hore­ca, na Alemanha estamos numa grande su­perfície e estamos agora em conversações para exportar para a Coreia do Sul onde te­remos uma mistura de grande superfície e canal Horeca.

Qual é a perceção do produto português nes­se mercado especificamente?
O problema muitas vezes é que os portugue­ses já chegaram um pouco tarde, já estavam o franceses e os italianos todos instalados e nós chegámos depois. O que nós temos me­lhor é que através da inovação, muitas vezes do preço e da qualidade dos produtos concor­remos com o eixo franco-italiano. Por exem­plo, quando desenvolvemos o Petit Gâteau de chocolate, em Portugal ele era importado de França e nós hoje fornecemos o canal Hore­ca e as grandes superfícies que importavam este produto e hoje comercializam o nosso. Quando vou a feiras no estrangeiro vejo que temos a qualidade e o preço apelativo, mas muitas vezes temos que vencer as barreiras. Porque é que eu vou tirar o Petit Gâteau fran­cês que foi desenvolvido e criado em França pelo português. Esta é dúvida colocada por muitos parceiros e que temos que os conven­cer que temos qualidade, consistência e ca­pacidade de resposta.

Mas também comercializam produtos tradi­cionais portugueses, como o pastel de nata?
Adicionámos o pastel de nata ao nosso porte­fólio mais para o mercado externo, muitas ve­zes ajuda a vender os outros produtos, com­plementa a oferta. Na área das sobremesas estamos sempre a competir com os italianos, os franceses e também com alguns alemães que já estão muito implantados no mercado e muitas vezes é difícil para nós, até porque os nossos parceiros tem-se vindo a atualizar ao nível da certificação.
Em Portugal ainda não há a necessidade de uma certificação tipo IFS ou BRC e nós no­támos que em Espanha não é muito neces­sário, mas a partir de França não se conse­gue entrar no mercado sem ter certificação. Os nossos parceiros, fruto do trabalho que te­mos desenvolvido, estão a tratar dessa cer­tificação. Um deles já a obteve, outro está em vias de a obter e com esta certificação temos outra garantia. Já nos aconteceu al­guns clientes dizerem que quando tivermos a certificação, voltem que depois falamos. Eles provam, gostam, mas para lá de fran­ça há sempre aquele conceito de que se não tem certificação não se arrisca. São merca­dos mais exigentes. Portugal tem-se vindo a atualizar nesta área e há cada vez mais em­presas com certificação IFS e BRC e isto vai dar um impulso maior às nossas exportações.

Seria este o maior entrave?
Havia todo um caminho que tinha que ser feito, não é fácil, por vezes estamos distan­tes, há dificuldades na comunicação e há o problema de escala. Muitas vezes estamos a falar com empresas que são muito maiores e com uma capacidade de produção bastante grande. Vamos receber uns parceiros Sul-Co­reanos que vão visitar a fábrica onde vão ser produzidas as soluções que lhes estamos a oferecer. Eles querem vir cá e ver. Mostramos também locais onde as sobremesas estão a ser vendidas ao público para eles verem. Es­tamos a falar de um ‘namoro’ que tem qua­se um ano. São coisas que acontecem com um timing diferente, mas que muitas vezes demora o seu tempo.
Eles queriam que enviássemos amostras dos produtos, mas o problema era como é que elas chegariam à Coreia do Sul. Havia di­ficuldade em encontrar um transitário que assegurasse o transporte em gelo seco, foi uma confusão. Para enviar num contentor te­ria que ser um contentor completo a não ser que fizesse grupagem, o que não é fácil dada a especificidade deste produto. Se estivésse­mos em Itália ou na Holanda onde há um número maior de empresas a exportar talvez fosse mais fácil. Estas são algumas das difi­culdades que por vezes encontramos quan­do operamos no setor dos congelados. Nou­tros setores é mais fácil fazer grupagem de contentores.

(...) Em Portugal ainda não há a necessidade de uma certificação tipo IFS ou BRC e nós no­támos que em Espanha não é muito neces­sário, mas a partir de França não se conse­gue entrar no mercado sem ter certificação. Os nossos parceiros, fruto do trabalho que te­mos desenvolvido, estão a tratar dessa cer­tificação (...)

Quais são as expectativas para este ano?
Faturámos em 2016 cerca de um milhão e duzentos mil euros e este ano esperamos es­tar pelos mesmos valores, apesar de inicial­mente a expectativa ter sido melhor para este ano, o que não se verificou, o mercado está mais comedido. Estamos na fase das pro­moções e descontos. Hoje os descontos que nos são pedidos são muito fortes. Temos que nos adaptar ao mercado e com algum esfor­ço, com margens mais reduzidas, tem sido possível.

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